
Esmeraldo Carvalhinho já reuniu, para esse efeito, com responsáveis da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) e da Portugal Telecom (PT), a quem colocou o problema, e sugeriu a instalação do retransmissor, que custa cerca de 50 mil euros, mas ambas as entidades declinaram responsabilidades no processo e não se mostraram disponíveis para assumir o encargo. A resposta negativa leva Esmeraldo Carvalhinho a admitir que, num último recurso, poderá ser a Câmara Municipal de Manteigas a adquirir o equipamento «a expensas próprias», como já fez anteriormente em relação à distribuição do sinal analógico. «A Câmara prefere, numa situação final, ter que pagar o retransmissor do que ter uma paisagem urbana completamente pejada de pratos de antenas parabólicas nas varandas, nos telhados e nas janelas, porque este é um território que queremos preservar a todo o custo», garantiu.
No entanto, o autarca dá conta do descontentamento pela situação, alegando que os habitantes de Manteigas são «portugueses de primeira como os outros» e exigem «igualdade de tratamento». Tudo isto decorre do facto de o concurso lançado pela ANACOM para o sistema digital terrestre «cobrir apenas 87 por cento do território nacional, quando deveria abranger cem por cento».
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