30.8.18

Câmara Municipal preocupada com o encerramento da Loja dos CTT

A intenção da administração dos CTT de encerrar a loja de Manteigas, entregando a prestação do serviço de correio a entidade privada, está a preocupar a Câmara Municipal de Manteigas que até já enviou um ofício ao Primeiro-Ministro. 
Na missiva, o Presidente da autarquia refere que “a estação dos CTT de Manteigas é a única que serve a área geográfica do concelho e a totalidade dos habitantes”. Para Esmeraldo Carvalhinho “os CTT, alvo do processo de privatização ocorrido, completamente errado e oposto ao interesse do País, prestam um serviço público, concessionado pelo Estado, que tem de ter um carácter universal e de concretização de acordo com elevados padrões de qualidade”. E acrescenta que “esse serviço público prestado pelos Correios deve cumprir uma lógica de proximidade à população, ter em conta as efectivas necessidades dos utentes e contribuir para o desenvolvimento em todo o território nacional e, logo, em cada um dos concelhos”. 
Esmeraldo Carvalhinho considera que no concelho de Manteigas “não existem alternativas que garantam a prestação completa dos serviços actualmente prestados, nomeadamente ao grupo da população mais idosa e vulnerável”.
“Os Correios não são um negócio, são um instrumento insubstituível para a coesão social, económica e territorial do nosso país”, argumenta o autarca, que considera que é ao Estado que “cabe a responsabilidade de garantir que os serviços postais são assegurados em igualdade de circunstâncias a todos os cidadãos sem descriminação de qualquer espécie”.
No ofício, o autarca dá conta de que a Câmara Municipal de Manteigas, reunida em 1 de Julho de 2018, decidiu “exigir à administração dos CTT que reverta a intenção de encerramento da estação de Manteigas” e “exigir ao Governo que intervenha neste processo, impondo o cumprimento dos princípios de universalidade e de proximidade que estão na base do contrato de concessão do serviço público que os CTT devem respeitar”.
O município pede ainda ao governo que “reverta o processo de privatização dos CTT”.
Desta decisão da Câmara Municipal de Manteigas foi ainda dado conhecimento ao Presidente da República, aos Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República, ao Ministro do Planeamento e das Infra-estruturas e à Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.

in http://www.jornalaguarda.com

29.7.18

Remodelação do Lar de Idosos custa 1,7 milhões de euros

A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas tem como “grande sonho” requalificar o edifício do Lar de Idosos, estando as obras orçadas em 1,7 milhões de euros. O seu provedor, Joaquim Domingos, disse ao Jornal A GUARDA que o edifício “já cumpriu e bem a sua missão” e é preciso adaptá-lo às exigências actuais. “Estas instalações já não respondem. Já tiveram o seu tempo e bem”, disse, referindo que é necessário fazer obras para adaptar o edifício “às necessidades dos utentes” e cumprir a legislação em vigor. A Santa Casa tem o projecto de arquitectura já aprovado pela Câmara Municipal de Manteigas e necessita de reunir fundos financeiros para a sua execução. Joaquim Domingos adiantou que a instituição já submeteu uma candidatura ao apoio ao investimento em infra-estruturas e equipamentos sociais Portugal 2020/Centro, no valor de 997.046,17 euros. Para o restante capital em falta tem ainda oportunidade de captar fundos financeiros através do PQCAPI - Qualificação das Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, ou através do IFRRU - Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbanas, dois programas liderados e protocolados pela União das Misericórdias Portuguesas que são financiados em 50% através de linhas específicas e os restantes 50% através de bancos seleccionados. O provedor tem esperança que a candidatura ao Portugal 2020 seja aprovada, pois a requalificação do Lar de Idosos de Manteigas está dependente dessa mesma aprovação. Quando tal acontecer, como o projecto de arquitectura está aprovado pela autarquia, o concurso público será organizado e depois cumpridas todas as formalidades para a obra começar no terreno. 
O Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas foi inaugurado no dia 14 de Novembro de 1971 pelo Ministro das Corporações e Previdência Social e da Saúde e Assistência, Baltazar Rebelo de Sousa, pai do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Tem uma capacidade de 60 camas, sendo 49 protocoladas com a Segurança Social e dessas 49 cinco são da reserva da Segurança Social. A Santa Casa gere ainda 11 camas privadas, que têm uma grande procura. O provedor explicou que entre 70 a 80% dos utentes do Lar são do concelho de Manteigas e “uma boa parte” dos restantes são da zona da Covilhã. 
O lar de Idosos tem uma lista de espera de 46 pessoas para as camas protocoladas com a Segurança Social. A Santa Casa tem também apostado no Apoio Domiciliário, incluindo ao nível da Fisioterapia, tendo adquirido recentemente uma carrinha. “Neste momento também já estamos a apoiar os utentes com uma Psicóloga. Já está a ir à casa das famílias para conversar com elas e detectar algum problema”, disse. Sublinhou que a grande aposta da instituição “vai ser o Apoio Domiciliário para libertar um pouco o sistema de internamento”. 
A instituição tem também a funcionar uma UCCI - Unidade de Cuidados Continuados Integrados. “A Unidade arrancou muito bem e só não está a funcionar a 100% porque há aquele período em que o utente sai e o outro demora dois ou três dias, mas a ocupação é uma constante”, disse. Neste caso, segundo o responsável, 50% dos utentes são do concelho de Manteigas e os restantes das zonas da Guarda e da Covilhã.

in http://www.jornalaguarda.com

19.7.18

Neve na Serra da Estrela em pleno verão

É uma paisagem invulgar quando estamos em Julho, em pleno Verão, mas a Serra da Estrela voltou a cobrir-se de branco no domingo, depois da queda de uma tempestade de granizo. O fenómeno surpreendeu os locais e está também a surpreender os utilizadores das redes sociais, confrontados com as imagens do sucedido. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explica, através das palavras de Vânia Lopes em declarações ao Diário de Notícias, que o fenómeno meteorológico se deve à posição atual do anticiclone dos Açores que leva a uma situação de instabilidade em Portugal Continental. “Com o anticiclone dos Açores muito recuado em relação ao que é a sua posição normal”, fica “incapaz de funcionar como bloqueio à passagem de depressões e superfícies frontais”, explica ainda Vânia Lopes. “O fenómeno é raro, mas não é inédito”, acrescenta Cristina Simões do IPMA, em declarações à TVI, notando que “acontece por causa da depressão que está afetar o país”. “A instabilidade provocou queda de granizo e trovoada nas regiões Norte e Centro”, sublinhou. Esta meteorologista conclui que podemos “dizer que ainda estamos na ‘transição da primavera’”. 
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