15.8.17

Câmara de Manteigas aumenta apoios à produção da feijoca

O Regulamento Municipal de Incentivo à Produção da Feijoca sofreu novas alterações. A Câmara de Manteigas deixa de fornecer a semente e aumenta o incentivo financeiro para comparticipação dos custos relativos ao cultivo deste produto. Pequenas alterações, tal como aconteceu em 2015, com a limitação das áreas de cultivo, «que nos parecem exageradas e que não correspondem de maneira nenhuma ao figurino do agricultor tradicional de Manteigas».
«Após alguns anos de experiência e depois de analisados os inquéritos dos anos 2015 e 2016 relativos ao funcionamento do Regulamento Municipal de Incentivo à Produção da Feijoca, verificou-se que o mesmo precisava de ser revisto para o tornar mais atractivo e estimulante, na perspectiva do produtor, uma vez que é um produto que tem muita procura local-mente e poderá ser uma mais fértil fonte de receita», justifica a autarquia em comunicado.
Daí esta «reavaliação» do Regulamento Municipal, que mereceu «aprovação unânime em Assembleia Municipal», que estabelece que a Câmara de Manteigas deixa de fornecer a semente, as candidaturas As candidaturas passam a ser apresentadas, anualmente, durante o mês de Março, quando anteriormente era no mês de Fevereiro, e que a decisão sobre a atribuição do incentivo será realizada até ao dia 15 de Abril de cada ano, quando anteriormente era até ao dia 15 de Março.
Quanto ao incentivo financeiro para compartici-pação dos custos relativos ao cultivo da feijoca, esse foi «incrementado, passando de 0,30 euros para 0,80 euros por metro quadrado, para candidaturas com área afecta ao cultivo de feijoca entre 50 e 500 metros quadrados, e de 0,20 euros para 0,40 euros por cada metro quadrado, entre 501 e 1500 metros quadrados».
«São pequenos ajusta-mentos, nada de importante. O importante é que a Câmara mantenha o apoio à produção de feijoca localmente. O que interessa realmente é manter esse apoio», considera António Lemos Santos, Grão-Mestre da Confraria da Feijoca, criada em 2007 em Manteigas, garantindo que revisão do Regulamento Municipal foi pacífica. «A Confraria foi ouvida em relação a essa matéria e não pôs qualquer dificuldade em relação à alteração», afirma o também presidente da Assembleia Municipal de Manteigas.
Em seu entender, a Câmara «não tinha realmente vocação para andar a fornecer a semente». Até porque «localmente é possível encontrar a semente. O problema não é a semente, é o trabalho que a feijoca dá a cultivar e isso é que tem que ser incentivado. Como é uma produção local e rela-tivamente pequena, tem que ser incentivado. Agora, fornecer a semente não é importante, a pessoa pode adquiri-la, desde que não seja fora do concelho. Há quem forneça sementes sem problemas de maior. Portanto, são pequenos ajustamentos apenas que têm a ver com isso: evitar algumas falcatruas que pudessem ser feitas e melhorar o incentivo», esclarece.
Lemos Santos concorda na importância da criação do Regulamento Municipal, considerando que «o incentivo foi um comple-mento», defende no entanto que o aparecimento da Confraria «é que foi determinante na motivação para os produtores locais produzirem feijoca».
«E depois o incentivo veio aumentar esse entusiasmo para produzir feijoca, e portanto aumentar a oferta do produto local, evitando que os restaurantes, nomeadamente, recorram ao mercado exterior para comprar a feijoca, uma vez que a têm ali à mão», conclui o Grão-Mestre da Confraria da Feijoca de Manteigas.


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31.5.17

Distrito com 14 zonas balneares identificadas


O distrito este Verão tem 14 zonas balneares oficialmente identificadas. A portaria conjunta dos Ministérios da Defesa e do Ambiente foi publicada a semana passada. O documento fixa as respectivas épocas balneares, que no distrito varia entre o 15 de Junho e meados de Setembro. O concelho de Seia é o que tem mais zonas identificadas.
No distrito da Guarda existem 14 zonas balneares oficialmente identificadas pelos Ministérios da Defesa Nacional e do Ambiente. A lista foi publicada a semana passada em Diário da República, numa portaria que também fixa as respectivas épocas balneares. A primeira a iniciar a época balnear este Verão é o Vale do Rossim, no concelho de Gouveia. É a única que começa a 15 de Junho e termina a 15 de Setembro. As restantes iniciam a época de banhos a 1 de Julho e terminam a 31 de Agosto.
As épocas balneares têm duração distinta a nível nacional, em função do período em que se prevê uma grande afluência de banhistas, tendo em conta as condições climatéricas, as características geofísicas e os interesses sociais ou ambientais próprios da localização de cada água balnear.
O concelho de Seia é a que tem mais zonas balneares classificadas. São seis: Lapa dos Dinheiros, Loriga, Poço do Lagar, Sabugueiro, Sandomil e Vila Cova à Coelheira. O concelho do Sabugal tem quatro: Insua, em Vale das Éguas; Lameira, em Quadrazais e Albufeira de Alfaiates, em Alfaiates e Devesa, no Sabugal. No concelho da Guarda há três: Aldeia Viçosa, Valhelhas e Vale do Mondego. Há ainda a Relva da Reboleira, no concelho de Manteigas.
Praias de qualidade
De recordar que três destas três zonas balneares têm este Verão a qualidade atestada pela Associação Europa Bandeira Azul. A Bandeira Azul vai por isso estar hasteada em Loriga, Valhelhas e Lapa dos Dinheiros. A praia de Lapa dos Dinheiros é uma das 14 estreias a nível nacional. Já Valhelhas é a zona balnear do distrito que mais vezes tem hasteado a Bandeira Azul. Estreou-se em 2009 e nunca mais a largou. Neste Verão a Bandeira Azul vai ser hasteada este ano em 320 praias, mais seis atribuições do que em 2016.
A Quercus também já divulgou a lista de zonas que considera com água qualidade de ouro e volta a distinguir as praias de Vale do Rossim (Gouveia), Valhelhas (Guarda) e de Loriga (Seia).
Para receber a classificação de praia com qualidade de ouro, a água balnear tem de ter qualidade da água Excelente nas cinco últimas épocas balneares de 2012 a 2016 e todas as análises realizadas, sem excepção, na última época balnear (2016) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos na Directiva relativa às águas balneares
O objetivo da Quercus é «realçar as praias que ao longo de vários anos (cinco), apresentam sistematicamente uma água balnear de qualidade excelente (tendo em conta a classificação da legislação em vigor), e que, nesse sentido, oferecem assim uma maior fiabilidade no que respeita à qualidade da água».
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