31.12.13

Passagem de ano esgotada na região

Praticamente todos os hotéis da região encontram-se esgotados para a noite da passagem de ano. Os preços por pessoa variam entre os 55 e os 634 euros, muito menos comparativamente aos 890 euros pedidos nas Casas do Côro, em Marialva, que não tem programa de fim de ano e também está esgotado.
Na Guarda, o hotel Vanguarda já não aceita reservas, enquanto o Lusitânia Parque tinha na segunda-feira – dia de fecho desta edição – 80 por cento de ocupação, com preços entre os 184 e 219 euros por pessoa em quarto duplo. No entanto, os responsáveis do grupo Natura Hotels acreditam que no último dia do ano a ocupação chegará aos «cem por cento». Ambas as unidades têm uma ceia e muita animação para os seus hóspedes, tal como no H2otel, em Unhais da Serra, onde estão garantidas cerca de 240 pessoas para o fim de ano. Para estes dias, o hotel está esgotado desde setembro e o preço por pessoa é de 634 euros. No Hotel Turismo da Covilhã, com 170 pessoas já confirmadas, a ocupação é de 90 por cento e os preços variam dos 209 aos 254 euros. Em Gouveia, a 100 euros por pessoa em quarto duplo, o hotel Eurosol dispõe de um programa com ceia, música ao vivo, e programa infantil que atraiu 99 pessoas. Do mesmo grupo em Seia, o pacote mínimo de duas noites, por 178 euros, com direito a jantar e baile, está esgotado.
O Hotel Berne, em Manteigas, também esgotou na passada quinta-feira com o pacote de duas ou três noites, por 140 e 170 euros, que incluem jantar e música. O hotel Fortaleza de Almeida já não tem disponibilidade para esta data desde setembro e a festa vai juntar cerca de 85 pessoas, com preços entre os 55 e 400 euros. Em Marialva (Mêda), o empreendimento das Casa do Coro não apresenta pacotes de “réveillon” mas a sua oferta também está esgotada. O mínimo são três noites com preço de 890 euros por casal e haverá uma ceia e um baile. Já em Fornos de Algodres, o Palace Hotel & SPA Termas de São Miguel espera mais de 300 pessoas, tendo já 146 quartos ocupados. Aqui, a noite de “réveillon” custa 125 euros por pessoa e o programa inclui ceia, música ao vivo e fogo de artifício. Apesar das várias tentativas, nenhum responsável da Turistrela esteve disponível para fazer o ponto da situação nos hotéis Serra da Estrela e Carquejais.

28.12.13

Queda de neve corta trânsito na Serra da Estrela


A queda de neve na Serra da Estrela obrigou na sexta-feira à noite ao corte do trânsito em três troços da estrada EN 338, entre Penhas da Saúde e Sabugueiro, informou hoje à Lusa o Comando-Geral da GNR.
O corte foi feito às 23h30 nos troços Torre/Lagoa Comprida (Sabugueiro), Piornos/Rotunda Torre (Penhas da Saúde) e Rotunda Torre/Torre (Penhas da Saúde).

21.12.13

Serra da Estrela esgota mesmo sem neve

Os hotéis da Serra da Estrela estão quase esgotados para os dias entre o Natal e o fim do ano. Por agora a neve é pouca, mas a previsão indica que a consoada deve ser pintada de branco. Aceda aqui ao vídeo. 

12.12.13

Corte de árvores e limpeza de terrenos na Serra da Estrela só com autorização

Os proprietários de terrenos agrícolas situados nas Freguesias da área do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) são obrigados a pedir licenças para procederem ao corte de árvores ou para realizarem trabalhos de limpeza, o mesmo acontecendo com as Juntas de Freguesia. Apesar de ter sido publicada legislação específica em setembro de 2009, o pedido de autorização era desconhecido das populações até ao momento em que na Freguesia de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda, as autoridades policiais levantaram autos por terem sido realizados abates de árvores sem autorização. Logo que a Junta de Freguesia de Famalicão teve conhecimento da situação, que originou recentemente um “alvoroço” na aldeia, pediu esclarecimentos ao PNSE e informou os habitantes sobre os procedimentos que devem ter face à legislação que está em vigor, no âmbito da publicação do Plano de Ordenamento do PNSE (POPNSE), publicado em 2009. “No POPNSE há ações que carecem de autorização prévia. A Junta de Freguesia pediu esclarecimentos ao PNSE sobre o assunto e foi-nos dito que as pessoas teriam de ir a Manteigas pedir uma autorização para cortar árvores ou limpar terrenos”, contou ao Jornal A Guarda o autarca Honorato Esteves. Entretanto, para agilizar o processo e evitar deslocações a Manteigas, a Junta “está a receber os pedidos das pessoas e envia um email para os serviços do PNSE, que depois dão despacho em dois ou três dias”. Com essa autorização, que é válida por dois anos e inteiramente gratuita, os proprietários podem realizar as ações nos seus terrenos agrícolas, “seja de limpeza de mato ou outra”, sem qualquer problema, porque estão devidamente autorizadas, explicou o presidente da Junta. “A própria Junta se quiser limpar um caminho velho, valetas, acessos ou condutas de água, também tem que fazer o mesmo pedido”, acrescentou. Quando a situação foi conhecida, após a atuação das autoridades fiscalizadoras, a Junta de Famalicão esclareceu os habitantes e pediu-lhes que “antes de cortarem o que quer que seja, se dirijam à sede da Junta”, disse Honorato Esteves. Para que a mensagem chegasse a todos os habitantes, foi afixado um Edital e foi feita a sua divulgação nas missas de domingo. “Verificamos que as pessoas estão a dirigir-se à Junta, a dizer que vão limpar os terrenos e que precisam de ter o papel com a autorização na mão para não estarem sujeitas a uma eventual multa”, referiu. O autarca de Famalicão da Serra lembrou que a medida originou algum descontentamento na Freguesia por “não passar pela cabeça de ninguém que se faça a mesma restrição para abate de árvores para lenha e exatamente o mesmo para limpar umas silvas”. “As pessoas quando souberam ficaram revoltadas por não poderem limpar os prédios agrícolas”, acrescentou. No entanto, Honorato Esteves referiu que “as pessoas aceitaram pacificamente” a ideia “a partir do momento em que não acarreta encargos” nem obriga a deslocações a Manteigas, às instalações do PNSE, e porque lhes dá algum conforto, na medida em que “ninguém vem aborrecê-las” quando realizarem os trabalhos nos campos. Desde que a mensagem circulou pela aldeia, a Junta de Freguesia de Famalicão tem recebido “todos os dias” pedidos de autorizações para limpeza de terrenos ou para o corte de árvores, que depois reencaminha para o PNSE. “No início houve alguma revolta, mas agora já não há polémica; as pessoas aceitaram”, concluiu o autarca. Segundo a legislação em vigor, na área do PNSE estão interditos, entre outros, atos relacionados com o abate de espécies vegetais sujeitas a medidas especiais de proteção; a destruição ou alteração de sebes vivas dos campos agrícolas; a limpeza e desobstrução das linhas de água e das suas margens; a abertura ou alteração de vias, incluindo as obras de beneficiação, bem como acessos de carácter agrícola e florestal.