17.9.22

Prejuízos da enxurrada no Sameiro, Serra da Estrela, serão superiores a 1 milhão de euros

 

Os prejuízos provocados pela chuva intensa que atingiu a freguesia de Sameiro, no concelho de Manteigas, na Serra da Estrela, serão superiores a um milhão de euros, firmou a o presidente da câmara local. “Estamos a falar sensivelmente de mais de um milhão de euros de prejuízos”, adiantou Flávio Massano, sobre a freguesia que na madrugada de terça-feira foi fortemente afetada pela intensidade da chuva, que arrastou terras e detritos das áreas ardidas da serra da Estrela para o centro da aldeia. “Quatro dias depois da enxurrada de lama e detritos que destruíram uma boa parte da zona ribeirinha de Sameiro, o cenário, apesar de tudo o que ainda há para fazer, já é bem mais animador”, refere. Os trabalhos têm decorrido a “bom ritmo e a quantidade de detritos que já foi retirada da área afetada é enormíssima, o que demonstra bem a força do fenómeno que se abateu sobre Sameiro na madrugada de segunda-feira”. A prioridade passou por “desobstruir o leito da ribeira e das barrocas que a alimentam, para que o fenómeno não se voltasse a repetir durante estes dias de chuva. Muito trabalho há a fazer a montante, trabalho esse que já foi iniciado, tendo-se identificado algumas linhas de água com elevado potencial de lixiviamento dos solos e intervencionado as mesmas”, frisa ainda o autarca. Acrescentando que se “rocedeu à desobstrução das moradias afetadas e à limpeza de ruas para que o impacto visual fosse menor e para mitigar o efeito psicológico negativo na confiança e no orgulho dos residentes desta freguesia”. “O trabalho eficaz e muito meritório de todas as entidades oficiais presentes na operação de socorro, o trabalho incansável dos civis e populares envolvidos, bem como a ajuda solidária das Câmaras Municipais da Guarda, de Gouveia, Belmonte e Sabugal é o que me cumpre enaltecer e agradecer. Muito obrigado a todos pela vossa ajuda, pelo vosso apoio e pelo trabalho incansável que todos desenvolveram pelas gentes de Sameiro”, salienta. “Estou certo de que ninguém esquecerá tão cedo o vosso rosto! Graças a este esforço comum, será possível realizar a habitual procissão em honra de Santa Eufêmia, estando asseguradas as condições de segurança necessárias para o efeito, nomeadamente na ponte que ficou sem gradeamento, que era o ponto mais crítico do percurso”, conclui.

 in https://centrotv.sapo.pt


16.9.22

Ministra Ana Abrunhosa afirma que entre 40 a 50% do pacote de 200 ME será para a serra da Estrela

 

O pacote de 200 milhões de euros que o Governo aprovou para apoiar os territórios afectados por grandes fogos será totalmente implementado até Junho de 2023, com 40 a 50% dos fundos a aplicar na serra da Estrela. A informação foi avançada hoje pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que falava em Manteigas, um dos concelhos afectados pelo fogo da serra da Estrela. Numa conferência de imprensa após uma reunião com os autarcas locais, a governante lembrou que o pacote de 200 milhões aprovado pelo Governo na quinta-feira abrange 14 concelhos, nomeadamente os da serra da Estrela (Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia) e mais oito que registaram áreas ardidas superiores a 4.500 hectares. “Nunca conseguiremos substituir o que foi perdido. O fogo destrói e mata, mas temos de aproveitar estas verbas e estarmos unidos”, afirmou, referindo que o conjunto de medidas delineadas é “bastante diversificado” e que se destinam a autarquias, famílias e empresas afetadas. Segundo detalhou, o valor total será distribuído por medidas de emergência e por medidas de resiliência e competitividade, sendo que uma boa parte será a fundo perdido, enquanto outras têm taxas de comparticipação. As primeiras têm um valor de 112 milhões de euros e serão concretizadas até ao final de 2022, enquanto as medidas de resiliência e competitividade, a implementar até Junho de 2023, com um envelope financeiro de 88 milhões de euros. No caso dos apoios de emergência, estão previstas medidas de estabilização dos territórios, de limpeza das linhas de água, de apoio a equipamentos e infraestruturas municipais que arderam. Nesta componente está ainda prevista a realização de uma campanha de promoção turística, com o objectivo de ajudar a estimular o turismo local, que foi muito afectado. Nas medidas de resiliência e competitividade, a governante detalhou que se continuará a trabalhar na estabilização dos solos e na limpeza das linhas de águas e em acções para tornar as aldeias mais seguras. Por outro lado, explicou que haverá apoios para ajudar a diversificar a base económica, com apoios dedicados às empresas destes territórios. Segundo referiu, na componente económica haverá apoios para projetos de investimento até 200 milhões de euros (com uma taxa de apoio pode chegar a 60% a fundo perdido) e medidas destinadas a projectos de maior dimensão, cuja taxa de apoio andará entre os 30 a 40% a fundo perdido. Acrescentou ainda que também haverá uma linha para apoiar a perda de receita no turismo, que foi um dos sectores particularmente afectados na serra da Estrela. A isso acrescem medidas de apoio à contratação de recursos humanos, ao apoio à agricultura e à reposição do material produtivo. Respondendo a uma reivindicação que foi apresentada localmente, explicou que também será atribuído um apoio aos pequenos agricultores, que não tinham atividade registada, mas que também tiravam rendimentos do cultivo das terras. Nesses casos, o apoio será atribuído através da Segurança Social, num valor de 1.153 euros por família. No que concerne às casas de primeira habitação que arderam (14 no global dos concelhos abrangidos), Ana Abrunhosa referiu que o apoio será calculado caso a caso e tendo em conta os valores dos seguros. Ana Abrunhosa ressalvou ainda que o pacote de 200 milhões de euros ainda não inclui o Plano de Revitalização da Serra da Estrela, que será implementado após junho de 2023. Nessa componente vai ser criado um grupo de trabalho para criar esse programa e as medidas podem vir a incluir os restantes concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, dado que se trata de um programa regional. A governante disse que o plano deverá ser apresentado em Junho de 2023, e que será territorialmente desenvolvido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em colaboração com outras entidades governamentais e municipais. “Terá eixos de acção, medidas concretas, valores, calendários e responsáveis pela sua implementação”, referiu, explicando que deverá ser criada uma estrutura de missão para esse plano. O Governo aprovou quinta-feira, o montante global de cerca de 200 milhões de euros para minimizar os danos causados pelos incêndios rurais de Agosto no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), nomeadamente nos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, bem como em todos os municípios com uma área ardida acumulada, em 2022, igual ou superior a 4.500 hectares ou 10% da respectiva área. Segundo o comunicado divulgado no final do Conselho de Ministros, são elegíveis por este critério os municípios de Carrazeda de Ansiães (Bragança), Mesão Frio (Vila Real), Murça (Vila Real), Vila Real, Albergaria-a-Velha (Aveiro), Alvaiázere (Leiria), Ansião (Leiria) e Ourém (Santarém). 

 

in https://terrasdabeira.gmpress.pt

15.9.22

Novo programa da Festa de Santa Eufêmia

 

 

 Após os últimos acontecimentos na aldeia deixa de haver condições para a realização da Festa Civil, fica o seguinte programa com toda a parte religiosa e os respetivos horários.

13.9.22

Chuva forte provoca deslizamento de terras e "cenário de destruição" em Sameiro

Chuva forte provoca deslizamento de terras e "cenário de destruição" em Manteigas 

A chuva intensa que caiu durante a madrugada arrastou terras e detritos das áreas ardidas da serra da Estrela e causou danos na freguesia de Sameiro, Manteigas, segundo fontes da proteção civil e do município. Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, pelas 03:48 foi dado o alerta para um movimento de massa (deslizamento de terras) na localidade de Sameiro, concelho de Manteigas, distrito da Guarda. A fonte referiu à Lusa que, devido à chuva que caiu com intensidade nas áreas que foram destruídas pelo incêndio que atingiu a serra da Estrela no mês de agosto, ocorreu um movimento de terras e os detritos "foram para o leito do rio [Zêzere] que ficou alagado".

O presidente da Câmara Municipal de Manteigas, Flávio Massano, fez uma publicação nas redes sociais, na qual escreveu que "as condições climatéricas anunciadas", que levaram a autarquia a tomar a decisão preventiva de encerramento da via ER 338, na serra da Estrela, "causaram um cenário de destruição" na freguesia de Sameiro. Segundo o autarca de Manteigas, "os danos são enormes, várias viaturas foram arrastadas pela força da água, há casas e negócios afetados, estradas, iluminação pública, infraestruturas de água e saneamento, equipamentos desportivos e lúdicos, entre outros".
in  https://sicnoticias.pt

Mau tempo: Deslizamento de terras e detritos em Sameiro é situação mais grave na região

 

A chuva intensa, aliada aos danos resultantes dos recentes incêndios, provocaram um deslizamento de terra em Sameiro (Manteigas) esta madrugada, sendo que o alerta foi dado cerca das 03:48, confirmou fonte do CDOS da Guarda à Rádio Clube da Covilhã.

Segundo a mesma fonte a derrocada de terras provocou danos em viaturas que estavam estacionadas junto ao Rio e que foram arrastadas, bem como no polidesportivo e habitações no local. Nas operações estão envolvidos, às 09:00, 41 operacionais auxiliados por 13 viaturas.

De resto, foram várias as ocorrências registadas ao longo da noite, entre queda de árvores e pequenas inundações provocadas por entupimento de sarjetas, confirmou, também, o Comando Distrital de Operações e Socorro de Castelo Branco.

Na cidade da Covilhã, o Eixo TCT no troço compreendido entre a rotunda do Serra Shopping e o Império das Carnes esteve encerrado ao trânsito devido a uma inundação por baixo do viaduto.

Por precaução, e na sequência do incêndio rural ocorrido no passado mês de agosto, a ER338 do Vale Glaciário do Zêzere, entre o cruzamento do Poço do Inferno e os Piornos, foi encerrada ao transito ontem, às 21h00, estando a sua reabertura prevista para as 18h00 de hoje.

in  https://radio-covilha.pt

 

24.8.22

𝗜𝗻𝗰𝗲̂𝗻𝗱𝗶𝗼𝘀 𝗿𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝟮𝟬𝟮𝟮 | 𝗗𝗲𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗷𝘂𝗶́𝘇𝗼𝘀

 
Na sequência da ocorrência de prejuízos nas explorações agrícolas causados pelos recentes incêndios na região, o Município de Manteigas vem por este meio informar a todos os agricultores, que se encontra disponível no portal da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) o formulário para efeitos de recolha e levantamento dos dados relativos aos prejuízos agrícolas causados pelos incêndios.
A identificação dos prejuízos não confere qualquer apoio aos agricultores lesados, uma vez que se trata de um procedimento exigível para a operacionalização das respetivas medidas de apoio a disponibilizar pelo Ministério da Agricultura.
No entanto, no âmbito da operação 6.2.2 do PDR2020 - Restabelecimento do potencial produtivo, não é dispensada a apresentação da declaração de prejuízos, a qual pode ser apresentada em simultâneo com a candidatura, e até ao termo do respetivo prazo, na Direção Regional de Agricultura e Pescas.
Para efeitos de reposição do potencial produtivo nas explorações agrícolas são elegíveis os seguintes investimentos: aquisição de animais, plantações plurianuais, máquinas, equipamentos, reposição de muros, armazéns e outras construções rurais de apoio à atividade agrícola.
Mais se informa que os apicultores deverão entrar na plataforma da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) de forma a atualizarem o Registo Apícola, onde é referido “Motivo de Alteração-Morte por Incêndio”.
O Município de Manteigas está disponível para ajudar na submissão da declaração através do Balcão Único Municipal.
Submissão da declaração no portal da DRAPC: https://pdp.drapc.gov.pt/

22.8.22

Governo vai declarar estado de calamidade na Serra da Estrela por causa dos incêndios

 O Governo aprovará um conjunto de respostas e medidas ao abrigo do estado de calamidade [na sequência do incêndio que afetou a região da Serra da Estrela]”, anunciou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, à saída da reunião, em Manteigas, com ministros e autarcas da região. O decreto do estado de calamidade pelo Governo tem sido uma reivindicação dos autarcas da região da Serra da Estrela face à enorme área ardida e consequentes prejuízos neste parque natural. A ministra remeteu, contudo, a definição dos territórios englobados e dos prazos do mesmo para um Conselho de Ministros a realizar no futuro. “O estado de calamidade será decretado pelo Conselho de Ministros”, garantiu a governante, adiantando que primeiro é “necessário fazer um levantamento, durante os próximos 15 dias, de todos os danos, prejuízos deste incêndio e situações que têm de ser corrigidas”. Primeiro, e “durante os próximos 15 dias, os diferentes organismos do Estado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em parceria com os municípios, farão o levantamento de todos os danos, prejuízos e situações que têm de ser corrigidas”, resumiu Mariana Vieira da Silva. Só depois do diagnóstico feito é que o Governo vai aprovar o pacote de medidas necessárias para responder a esta situação dramática que os habitantes da Serra da Estrela estão a viver. “Nesse momento, o Governo aprovará o conjunto de medidas de resposta a estes incêndios” que considera “uma catástrofe“, assegurou. Para a ministra, este é “um calendário ambicioso” e deixou claro que, apesar de poder parecer “um prazo muito curto, que responde a esta situação de urgência e calamidade que aqui se vive, é um período essencial para se avançar para a tomada de outras medidas necessárias à preservação a Serra da Estrela“. Segundo a ministra, a intervenção tem de ser “integrada“, ou seja, transversal a várias áreas, desde a agricultura até ao ambiente. O Governo vai, por isso, resolver os problemas que têm vindo a ser colocados em várias fases. A ministra apontou, nomeadamente, “uma resposta imediata, que já está no terreno de apoio à alimentação animal, de recuperação e retirada de madeira e de apoio social no terreno”. Para Mariana Vieira da Silva, este “foi um incêndio de grandes dimensões”, tendo em conta que “cerca de um quarto deste parque natural foi afetado”. Adverte, contudo, que não se pode criticar o trabalho feito até então no território, porque houve prevenção primária. “Também sabemos que estamos perante um novo tipo de incêndio que ganha uma dimensão e uma força tal que é de combate difícil”, alertou. A partir de setembro está prevista uma outra fase, anunciou a governante, que consiste na “definição de um plano de revitalização deste parque natural da Serra da Estrela, procurando diversificar as atividades económicas que aqui se fazem, como apostar no turismo, na natureza, mas também na proteção deste parque natural e habitats”. Esta é, aliás, a “prioridade” do Governo para requalificar e recuperar o potencial desta área, mesmo a nível económico.

 

in  https://eco.sapo.pt