
O autarca considera esta situação “completamente inadmissível”, criticando o facto de a AZC debitar retroactivos aos sócios da empresa, os municípios. Acrescenta, além disso, que estão previstos aumentos para Janeiro 2011 que “já atingem valores inicialmente previstos no plano de desenvolvimento da empresa para 2027”, o que considera “totalmente incomportável”.
Em Manteigas, a solução poderá passar pela saída do Sistema Multimunicipal. É nesse sentido que a autarquia está a trabalhar. “Nós não precisamos do sistema da Águas do Zêzere e Côa, porque temos água com qualidade e em quantidade, por gravidade”, afirma Esmeraldo Carvalhinho, acrescentando: “Nós temos recursos naturais, temos capacidade de gestão, por isso, deixem-nos gerir aquilo que é nosso”.
A Câmara está, assim, a preparar um processo para apresentar ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, a quem caberá a decisão.
“Quem deve é a Águas do Zêzere e Côa ao concelho de Manteigas”
O autarca adianta que a Águas do Zêzere e Côa é devedora à Câmara de Manteigas. Isto, porque “há água que é proveniente de uma concessão da Câmara, que o Estado concedeu ao Município e que não podia conceder à AZC, e é essa água que está a ser fornecida desde que o Sistema Multimunicipal começou a operar no concelho de Manteigas”. Água que nunca foi paga, lamenta Carvalhinho, que faz questão de reclamar aquilo que considera ser um direito do Concelho a que preside.
Jornal Nova Guarda
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