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"Está situada em hum valle do Rio Zezere dois tiros de bala de espingarda, e nove, e meyo da Serra da Estrella..." In Memórias Paroquiais de 1758
O Município de Manteigas informa que o sinal da Televisão Digital Terrestre (TDT) na Freguesia de Sameiro já se encontra operacional, devendo os utilizadores efetuar a correspondente sintonia.
A forte chuva, acompanhada de granizo, que caiu na tarde desta quarta-feira provocou algumas inundações na cidade da Guarda e novamente em Sameiro (Manteigas).
Na Guarda, de acordo com os bombeiros locais, registaram-se danos em casas particulares e nalgumas ruas da cidade mais alta, nomeadamente na VICEG, no troço entre o hospital e a zona dos bombeiros. Em Aldeia Viçosa, no vale do Mondego, há registo de uma enxurrada, cujos danos ainda não foi possível apurar. No terreno estão os bombeiros e os serviços municipais da Proteção Civil.
Em Sameiro foi novamente afetada a mesma zona da semana passada, tendo ficado danificadas algumas casas e uma viatura. No concelho de Manteigas a EN 232 chegou a estar cortada devido à intempérie. Tanto na Guarda, como em Sameiro, não houve danos pessoais.
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Os incêndios de agosto «provocaram prejuízos na ordem dos 85 milhões de euros que afetaram 57 mil hectares, entre a serra da Estrela e outros concelhos da região», afirmou a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, aquando da reunião com os autarcas dos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra da Estrela, em Manteigas, na tarde de sábado.
O pacote dos 200 Milhões de Euros aprovados pelo Governo na última quinta-feira pretendem cobrir os prejuízos dos concelhos afetados pelos fogos neste verão.
A lista de prejuízos apresentados pela Ministra, na tarde de sábado, inclui danos públicos e privados. «Destaco a perda de 14 habitações permanentes com danos totais, com prejuízo estimado de 1, 5 milhões de euros e 36 empresas com um valor de cinco milhões de euros», lembrou Ana Abrunhosa.
Na reunião, em Manteigas, Ana Abrunhosa relembrou que o plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela não está incluído nos 200 Milhões.
«O programa de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela tem como objetivo a implementação de medidas e projetos num curto e médio espaço de tempo para promover a reabilitação do património natural e da biodiversidade, assim como promover a economia e o turismo», explicou a Ministra da Coesão Territorial.
Fique ainda com a nota de que os 200 Milhões de euros têm de ser gastos até Junho do próximo ano nos prejuízos causados pelos incêndios deste ano e entre 40 a 60% do valor total do pacote (200 Milhões) poderão destinar-se ao Parque Natural da Serra da Estrela e concelhos abrangidos.
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Os autarcas dos concelhos da serra da Estrela classificaram como «bom ponto de partida» os 200 milhões de euros em medidas aprovadas para municípios com uma área ardida igual ou superior a 4.500 hectares. «Obviamente que cada medida vai merecer a nossa análise quando tivermos acesso à própria resolução, mas neste momento diria que é um bom ponto de partida para começarmos a intervir no território», afirmou o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano.
O autarca falava após uma reunião que a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, promoveu com os autarcas dos concelhos afectados pelo fogo da serra da Estrela para lhes apresentar as medidas que foram aprovadas e que serão detalhadas numa resolução do Conselho de Ministros, que deve ser publicada na próxima semana.
Nas declarações aos jornalistas, Ana Abrunhosa explicou que o pacote já aprovado é composto por medidas de emergência e por medidas de resiliência e competitividade. As primeiras têm um valor de 112 milhões de euros e serão concretizadas até ao final de 2022, enquanto as medidas de resiliência e competitividade, a implementar até junho de 2023, com um envelope financeiro de 88 milhões de euros. A isso, acresce ainda o Plano de Revitalização da Serra da Estrela que vai agora ser elaborado.
Anfitrião do encontro de Sábado, Flávio Massano frisou o facto de as medidas terem sido pensadas em conjunto com os municípios, bem como o facto de a ajuda para a serra da Estrela não se esgotar neste pacote, dado que o Plano de Revitalização da Serra da Estrela terá uma verba própria.
O autarca destacou igualmente que a grande preocupação agora se prende com a execução: «Mais importante do que os milhões, é o que vamos conseguir executar. E nós, autarcas, estamos preocupados e estamos focados naquilo que vamos conseguir executar. Não nos adiantava termos um bilião de euros para o território se depois não conseguirmos executar 1% desse bilião», afirmou.
Nesse contexto apontou como muito positivo o facto de, ao abrigo do estado de calamidade que foi declarado para a serra da Estrela, os municípios estarem autorizados a agilizarem procedimentos para que «a resposta seja dada o mais rapidamente possível».
Igualmente presente, o presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) e da Câmara de Manteigas, Luís Tadeu, também destacou o facto de a verba de 200 milhões de euros ser para as medidas de «curtíssimo e médio prazo», sublinhando que depois disso o foco terá de ser para o Plano de Revitalização da Serra da Estrela.
Questionado sobre o esforço que as autarquias terão de fazer em algumas situações, dado que nem todas as medidas são apoiadas a fundo perdido, Luís Tadeu referiu que tal já se sabia «desde o início», tendo todavia ressalvado a importância de grande parte das medidas ser a fundo perdido, nomeadamente na componente ambiental.
O Governo aprovou Quinta-feira, o montante global de cerca de 200 milhões de euros para minimizar os danos causados pelos incêndios rurais de agosto no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), nomeadamente nos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, bem como em todos os municípios com uma área ardida acumulada, em 2022, igual ou superior a 4.500 hectares ou 10% da respetiva área.
Segundo o comunicado divulgado no final do Conselho de Ministros, são elegíveis por este critério os municípios de Carrazeda de Ansiães (Bragança), Mesão Frio (Vila Real), Murça (Vila Real), Vila Real, Albergaria-a-Velha (Aveiro), Alvaiázere (Leiria), Ansião (Leiria) e Ourém (Santarém).
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