Após os últimos acontecimentos na aldeia deixa de haver condições para a realização da Festa Civil, fica o seguinte programa com toda a parte religiosa e os respetivos horários.
"Está situada em hum valle do Rio Zezere dois tiros de bala de espingarda, e nove, e meyo da Serra da Estrella..." In Memórias Paroquiais de 1758
Após os últimos acontecimentos na aldeia deixa de haver condições para a realização da Festa Civil, fica o seguinte programa com toda a parte religiosa e os respetivos horários.
A chuva intensa que caiu durante a madrugada arrastou terras e detritos das áreas ardidas da serra da Estrela e causou danos na freguesia de Sameiro, Manteigas, segundo fontes da proteção civil e do município. Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, pelas 03:48 foi dado o alerta para um movimento de massa (deslizamento de terras) na localidade de Sameiro, concelho de Manteigas, distrito da Guarda. A fonte referiu à Lusa que, devido à chuva que caiu com intensidade nas áreas que foram destruídas pelo incêndio que atingiu a serra da Estrela no mês de agosto, ocorreu um movimento de terras e os detritos "foram para o leito do rio [Zêzere] que ficou alagado".
A chuva intensa, aliada aos danos resultantes dos recentes incêndios, provocaram um deslizamento de terra em Sameiro (Manteigas) esta madrugada, sendo que o alerta foi dado cerca das 03:48, confirmou fonte do CDOS da Guarda à Rádio Clube da Covilhã.
Segundo a mesma fonte a derrocada de terras provocou danos em viaturas que estavam estacionadas junto ao Rio e que foram arrastadas, bem como no polidesportivo e habitações no local. Nas operações estão envolvidos, às 09:00, 41 operacionais auxiliados por 13 viaturas.
De resto, foram várias as ocorrências registadas ao longo da noite, entre queda de árvores e pequenas inundações provocadas por entupimento de sarjetas, confirmou, também, o Comando Distrital de Operações e Socorro de Castelo Branco.
Na cidade da Covilhã, o Eixo TCT no troço compreendido entre a rotunda do Serra Shopping e o Império das Carnes esteve encerrado ao trânsito devido a uma inundação por baixo do viaduto.
Por precaução, e na sequência do incêndio rural ocorrido no passado mês de agosto, a ER338 do Vale Glaciário do Zêzere, entre o cruzamento do Poço do Inferno e os Piornos, foi encerrada ao transito ontem, às 21h00, estando a sua reabertura prevista para as 18h00 de hoje.
in https://radio-covilha.pt
O Governo aprovará um conjunto de respostas e medidas ao abrigo do estado de calamidade [na sequência do incêndio que afetou a região da Serra da Estrela]”, anunciou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, à saída da reunião, em Manteigas, com ministros e autarcas da região. O decreto do estado de calamidade pelo Governo tem sido uma reivindicação dos autarcas da região da Serra da Estrela face à enorme área ardida e consequentes prejuízos neste parque natural. A ministra remeteu, contudo, a definição dos territórios englobados e dos prazos do mesmo para um Conselho de Ministros a realizar no futuro. “O estado de calamidade será decretado pelo Conselho de Ministros”, garantiu a governante, adiantando que primeiro é “necessário fazer um levantamento, durante os próximos 15 dias, de todos os danos, prejuízos deste incêndio e situações que têm de ser corrigidas”. Primeiro, e “durante os próximos 15 dias, os diferentes organismos do Estado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em parceria com os municípios, farão o levantamento de todos os danos, prejuízos e situações que têm de ser corrigidas”, resumiu Mariana Vieira da Silva. Só depois do diagnóstico feito é que o Governo vai aprovar o pacote de medidas necessárias para responder a esta situação dramática que os habitantes da Serra da Estrela estão a viver. “Nesse momento, o Governo aprovará o conjunto de medidas de resposta a estes incêndios” que considera “uma catástrofe“, assegurou. Para a ministra, este é “um calendário ambicioso” e deixou claro que, apesar de poder parecer “um prazo muito curto, que responde a esta situação de urgência e calamidade que aqui se vive, é um período essencial para se avançar para a tomada de outras medidas necessárias à preservação a Serra da Estrela“. Segundo a ministra, a intervenção tem de ser “integrada“, ou seja, transversal a várias áreas, desde a agricultura até ao ambiente. O Governo vai, por isso, resolver os problemas que têm vindo a ser colocados em várias fases. A ministra apontou, nomeadamente, “uma resposta imediata, que já está no terreno de apoio à alimentação animal, de recuperação e retirada de madeira e de apoio social no terreno”. Para Mariana Vieira da Silva, este “foi um incêndio de grandes dimensões”, tendo em conta que “cerca de um quarto deste parque natural foi afetado”. Adverte, contudo, que não se pode criticar o trabalho feito até então no território, porque houve prevenção primária. “Também sabemos que estamos perante um novo tipo de incêndio que ganha uma dimensão e uma força tal que é de combate difícil”, alertou. A partir de setembro está prevista uma outra fase, anunciou a governante, que consiste na “definição de um plano de revitalização deste parque natural da Serra da Estrela, procurando diversificar as atividades económicas que aqui se fazem, como apostar no turismo, na natureza, mas também na proteção deste parque natural e habitats”. Esta é, aliás, a “prioridade” do Governo para requalificar e recuperar o potencial desta área, mesmo a nível económico.
in https://eco.sapo.pt